Fla tem chance de expansão internacional mal feita no Brasil

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Os títulos do Campeonato Brasileiro e, especialmente da Copa Libertadores em cima do River Plate, dão ao Flamengo a oportunidade de expandir ainda mais a sua marca fora do Brasil. Em evidência no país e com um técnico do futebol europeu (Jorge Jesus) no comando, o clube carioca tem a chance de usar o bom momento para ampliar os horizontes.
Mas será que o Flamengo – e os clubes brasileiros em geral – expandem as suas marcas, internacionalmente, como poderiam? O que eles podem fazer para melhorar isso? Fizemos essas perguntas aos blogueiros do UOL Esporte. Veja o que eles disseram:
Você acha que os clubes brasileiros expandem suas marcas, internacionalmente, como poderiam?
ANDRÉ ROCHA
Não. E quando os grandes europeus iniciaram esse processo lá atrás, a crítica aqui era provinciana: “times são locais e devem alimentar a rivalidade em casa, não se internacionalizarem”. Agora perderam terreno demais.
JUCA KFOURI
O trabalho de marketing fora do país é um zero à esquerda.
MARCEL RIZZO
Expandir a marca internacionalmente não é colocar camisa para vender em outlet em Orlando ou nas lojas do fornecedor de material esportivo em capitais da Europa. Você teria que criar uma legião de fãs em diversos mercados e esse é o problema: esses fãs, primeiro, se apegam a atletas. Aqueles que idolatram Ronaldo consumiam material do Real Madrid, o mesmo com aqueles que idolatram Messi consomem do Barcelona e por aí vai. Acho muito difícil qualquer clube brasileiro conseguir sucesso em ter sua marca valorizada lá fora já que as estrelas brasileiras saem tão cedo do país.
MAURO CEZAR
Não. E a CBF não deixa com seu calendário bizarro, apenas a seleção dela pode sair pelo mundo como representante do futebol brasileiro.
MENON
Os clubes dos grandes centros deveriam privilegiar o mercado brasileiro. Norte e Nordeste. Fazer uma semana de pré-temporada em Recife e outra em Manaus, por exemplo. Incentivar torcidas locais, distribuir chaveiros, sortear camisas, criar “sucursais” do clube. Ter um mercado consumidor maior. Acho difícil repetir a estratégia em âmbito mundial. Talvez com pré-temporada na Ásia, como fazem times europeus.
PERRONE
Fazem pouco nesse sentido. Poderiam trabalhar melhor, principalmente na América do Sul, pois a aceitação nesse continente seria mais fácil. Atingir a Europa ou concorrer com os europeus no mundo inteiro é praticamente impossível. Para isso seria preciso ter um Brasileirão recheado de craques internacionais e times brasileiros jogando em pé de igualdade com as potências europeias.
PVC
Não. Não expandem. Isso inclui América do Sul. Quando pensamos em marca internacional, pensamos em Estados Unidos e Europa. Isso também é muito importante, mas começa por cativar torcedores na América. Também Ásia. Isso passa por venda de direitos internacionais. O último processo de venda foi fracassado. Enquanto não houver transmissão de Brasileirão fora daqui, dentro das grades de TV, não vai haver expansão de marca.
RENATO MAURÍCIO PRADO
Não. O nosso desastroso calendário impede pré-temporadas e amistosos no exterior, fatores que poderiam ajudar muito em grandes mercados, como a China e os EUA.
RODRIGO MATTOS
Não adianta trabalhar marca no exterior enquanto não tiver algum conteúdo de fato para vender, nem presença no exterior. Qual o grande jogador ou um grande atrativo de um time brasileiro para um torcedor na China? O que se produz no Brasil não é um produto atraente, ainda que exista mérito esportivo em determinados times. Para os clubes brasileiros tentarem ser marcas globais, primeiro, têm que melhorar o espetáculo e a organização dos campeonatos. Segundo, têm que viabilizar a venda global dos seus direitos. Foi dado um primeiro passo com a repercussão da final da Libertadores. Mas o Brasileiro, hoje, sequer tem direitos internacionais vendidos para exterior. Como vai se “vender”.
Fonte: UOL Esportes

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