Como o Flamengo descobriu Pablo Marí

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Mas como um zagueiro da segunda divisão chegou ao Flamengo? A história começa ainda no pequeno Gimnàstic de Tarragona, da Espanha. Foi lá que Marí chamou a atenção do grupo controlador do Manchester City.
Contratado pelos ingleses com 22 anos, o sonho de atuar pelos Citizens nunca foi concretizado. Desde o início, foi avisado que seria utilizado em clubes que pertencem ao mesmo dono do City. Foi assim que ele passou por Girona (ESP) e NAC Breda (HOL).
“Desde o primeiro dia, uma das condições era que eu não ia jogar, embora não fosse uma condição escrita. Eu entrei no ‘Grupo City’ e eu sairia para onde conviesse [para a diretoria]. Queria ter jogado no City, mas os centrais de lá são nível top mundial”
Nessas andanças, ele chamou atenção do Centro de Inteligência em Mercado do Flamengo. Quando o técnico Jorge Jesus pediu um zagueiro canhoto à diretoria, ele foi uma das opções apresentadas. O português aprovou o nome e, do sim à assinatura do contrato, as conversas evoluíram com grande velocidade. Para comprar o jogador, o clube carioca desembolsou algo em torno de R$ 5,5 milhões.
“A verdade é que o Flamengo foi muito rápido, a primeira sensação foi de surpresa. Um Flamengo, a qualidade que tem como clube… A surpresa se transformou em vontade e esperança”.
Marí deu seus primeiros chutes após ser aprovado nos testes do Valencia, clube do coração. Nascido em um pequeno “pueblo” perto da cidade, não era um frequentador assíduo do Estádio Mestalla. Apesar disso, o Valencia está vivo na memória afetiva do jogador:
“Não íamos muito ao estádio, mas na cidade em que eu vivo colocavam um telão para vermos os jogos importantes do time”, lembra.
Marí vive com a esposa e o filho de um ano e meio no Rio de Janeiro. A vida na Cidade Maravilhosa, ele informa, está das melhores. Apesar da intensa rotina de treinos, viagens e jogos, já conseguiu tempo para ir ao Cristo Redentor, mas o jogador espera ter mais dias de turista no Rio. “Ainda quero ir ao Pão de Açúcar, ao Jardim Botânico e também passear pela Lagoa”.
Como todo o restante da família vive na Espanha, ele dribla as saudades olhando para o calendário. Nas férias de fim de ano, vai arrumar as malas e voltar para casa “Trazer a família da Espanha é difícil, todos estão trabalhando. Aproveitarei o Natal para ver a família e organizar para que no ano que vem eles venham.”
Fonte: UOL Esportes

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