Análise técnica: saiba como a Ferrari deu a volta por cima na F1

0
35
Imprimir página

Alterações no conceito aerodinâmico e evolução do motor explicam crescimento da equipe, enquanto Mercedes foca em 2020

Desde o fim das férias de verão, a Ferrari virou o jogo contra seus rivais na Fórmula 1, não apenas conquistando vitórias em circuitos de baixa pressão aerodinâmica, onde se esperava um bom desempenho do time, mas também onde acreditava-se que ficariam para trás. Os resultados na Rússia podem não ter sido favoráveis, mas a escuderia deu sinais de que brigará com a Mercedes com frequência até o fim da temporada.

O SF90, com o novo pacote de alta pressão aerodinâmica, deu um passo à frente e enquanto as atualizações aerodinâmicas resultaram em claros avanços em termos de arrasto, a equipe foi capaz de explorar toda a superioridade de sua unidade de potência e manter uma relativa vantagem de velocidade em relação à Mercedes.

O avanço da Ferrari chegou como uma tempestade para as flechas de prata, cuja terceira atualização falhou em elevar as expectativas e exige que o motor opere abaixo do limite para garantir a confiabilidade. O time italiano, que já possuía um trunfo em termos de potência, acrescentou mais performance com a nova versão do motor, inaugurado na Itália, e continuou a crescer nas etapas seguintes.

Quer assistir F2, F3 e Indy de graça? Se inscreva no DAZN e tenha acesso grátis por 30 dias a Fórmula 2, Fórmula 3, Indy e uma série de eventos esportivos. Cadastre-se agora clicando aqui.

A Ferrari conseguiu liberar potência não apenas durante as corridas, mas trouxe mais um pequeno impulso para os treinos classificatórios também. Charles Leclerc se aproveitou bem das modificações e arrancou quatro poles consecutivas após as férias da F1, indicando que existe uma margem a ser explorada em termos de ajustes do carro e de estilo de pilotagem.

O mais importante fator, e talvez aquele que o time procurava, é que a atualização aerodinâmica implementada pela Ferrari é agora capaz de extrair performance dos pneus de um modo que não conseguia antes. Parece que antes, o SF90 era incapaz de gerar o calor necessário nos pneus dianteiros, o que significava ter de trabalhar em uma janela de performance muito estreita, o que reduzia o desempenho e a vida útil dos compostos, se comparado ao que seus rivais conseguiam fazer.

Aparentemente, o conceito geral do carro deste ano, levando em conta as mudanças aerodinâmicas do regulamento de 2019, não havia levado em conta a menor espessura dos pneus Pirelli, que havia sido reduzida em 0,4 mm, o que já havia sido alterado em 2018. As atualizações introduzidas em Singapura parecem ter resolvido suas fraquezas em pistas de baixa velocidade, mas nem a Ferrari esperava que o carro respondesse tão bem quanto fez.

Aqui estão as mudanças que elevaram o desempenho da Ferrari:

Ferrari SF90, comparação na asa dianteira

Foto de: Giorgio Piola

A atualização centra em uma solução que tem sido vista se proliferando no grid desde que a Mercedes trouxe o conceito no início de 2017, uma capa inferior no nariz do carro. No caso da Ferrari foi a capa foi inserida à estrutura prévia do bico, eliminando os pilares vazados que existiam previamente.

Mercedes aposta no longo prazo

Enquanto a ressurgência da Ferrari ao longo das últimas corridas adicionou algo ao espetáculo da F1 e traz esperanças de um fim de temporada mais empolgante, a Mercedes já está mirando nos ganhos que poderá ter em 2020.

Mercedes AMG F1 W10 detalhe da suspensão dianteira

Mercedes AMG F1 W10 detalhe da suspensão dianteira

Foto de: Giorgio Piola

As regras vão se manter relativamente estáveis para 2020, mas teremos uma mudança da Pirelli em como os pneus entregam performance e os times vão precisar se ajustar adequadamente. Com isso em mente, a Mercedes, que tem estado na vanguarda dos elementos de suspensão hidráulica desde antes da era híbrida, começou a testar um elemento modificado.

Red Bull RB15 direcionadores do fluxo de ar

Red Bull RB15 direcionadores do fluxo de ar

Foto de: Giorgio Piola

A Red Bull ficou um pouco para trás dos rivais, parcialmente devido a penalidades por trocas das unidades de potência e parcialmente devido ao grau de desenvolvimento realizado. No entanto, em Singapura o time introduziu uma atualização, atualizando os perfis das extremidades dos direcionadores laterais do fluxo de ar e expondo os divisores.

Ferrari completa 90 anos e passa por jejum

A marca italiana completou nove décadas no fim de semana do GP da Itália. Por isso, vitórias de Vettel e Leclerc têm sabor ainda mais especial. No entanto, a equipe não vence um mundial desde 2008, quando foi campeã de construtores. O último título de pilotos foi o de Kimi Raikkonen em 2007, o único da era pós Schumacher. Relembre todos os carros da lendária equipe na F1:

Fonte: UOL

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here