Abel Braga não topa assumir Fluminense; direção mira Dorival e tem Mano Menezes no radar

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O Fluminense tinha pressa em acertar a contratação de Abel Braga como substituto do demitido Fernando Diniz. O desejo era concluir a negociação até o jogo diante do Corinthians, quinta-feira, pela Sul-Americana, com a possibilidade de ter o novo treinador no banco de reservas. Porém, a postura de Abelão em assumir trabalhos apenas em começo de temporada, algo que marca a sua carreira, inviabilizou o acerto.

Desta forma, o foco da direção tricolor passa a ser Dorival Júnior. Ele, que está desempregado desde que deixou o Flamengo ao final de 2018, ainda não foi procurado. Mano Menezes, que recentemente deixou o Cruzeiro, também está no radar, porém, tem menos chances.

A recusa de Abel foi noticiada, inicialmente, pelo blog de Paulo Vinícius Coelho, no UOL. O GloboEsporte.com confirmou a informação. Assim como também confirmou a informação, publicada pelo UOL, de que a preferência tricolor agora passa a ser por Dorival.

A segunda-feira foi de intensas reuniões no Tricolor. A primeira foi logo pela manhã, no hotel em que Diniz morava no Rio. Ao lado de Paulo Angioni, diretor executivo de futebol, o presidente Mário Bittencourt tomou café da manhã com o então treinador. Foi quando formalizou a demissão, acertada da noite anterior. O mandatário, após deixar o Maracanã, palco da derrota por 1 a 0 para o CSA, domingo, foi até a casa de Celso Barros.

Em uma conversa que adentrou a madrugada, Mário e Celso definiram pela saída de Diniz. O vice-geral, que não foi ao estádio e havia manifestado preocupação com o trabalho em coletiva na terça passada, argumentou que o risco de rebaixamento era alto. De fato, o Tricolor entrou no Z-4 na 15ª rodada: é o atual 18º, com 12 pontos, dois atrás do Cruzeiro, o primeiro colocado fora dos últimos quatro.

Depois do anúncio da demissão, Mário, Celso e Angioni se reuniram à tarde. Ficou combinado o desejo em contar com Abel. Após o primeiro contato, a direção iria aguardar o retorno dele de Porto Alegre – foi participar de um evento comemorativo aos títulos do Internacional (foi campeão da Libertadores em 2006). A volta ao Rio está prevista para esta terça, mas Abel tomou a decisão após conversar com familiares, entre eles Fábio Braga, seu filho e empresário.

Abel, Dorival e Mano são treinadores com mais tempo de mercado no futebol brasileiro do que Diniz. Com títulos importantes na carreira, o trio é valorizado financeiramente. Por isso, a direção tricolor planeja esforço apesar de dificuldades de manter as contas em dia – o atraso salarial de jogadores e funcionários é rotina desde 2017 e, após a posse de Mário, a pendência diminuiu a um mês do acordado na CLT.

Diniz, o auxiliar técnico Márcio Araújo e o preparador físico Wagner Bertelli, todos demitidos, custavam mensalmente cerca de R$ 300 mil. A direção tricolor sabe que os três nomes pensados vão custar mais do que isso.

Dorival Junior tem uma passagem pelo Fluminense. Em 2013, comandou a equipe em cinco jogos na reta final do Brasileirão: somou três vitórias, um empate e uma derrota.

Fonte: GloboEsportes

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