Rodolfo Vieira projeta evolução no MMA e brinca: “Daqui a pouco estou igual ao Khabib”

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Astro no jiu-jítsu, Rodolfo Vieira mostrou que merece fazer parte do Ultimate e deixou seu recado para o peso-médio (até 84kg) da organização ao finalizar Oskar Piechota no segundo round, neste sábado, no UFC Montevidéu. Com uma atuação segura e toda a técnica refinada que possui no solo, o brasileiro, que fez apenas a sua sexta luta de MMA, mostrou-se animado com o que ainda pode evoluir em seu jogo. Um dos aspectos que ele tem focado é o ground and pound e sua inspiração vem do campeão peso-leve (até 70kg) Khabib Nurmagomedov, que costuma sufocar seus adversários ao colocá-los com as costas no chão.

– Eu tento trabalhar isso nos treinos. É difícil. O Piechota é um cara difícil, com jiu-jítsu bom, ele tem uma guarda boa, quase me deu um triângulo, tive que me defender. Estou sempre tentando melhorar em tudo, não quero ser o cara só do jiu-jítsu. Tento trabalhar meu ground and pound nos treinos. Não está muito efetivo ainda, mas daqui a pouco estou igual ao Khabib (risos). O Khabib é um cara que gosto muito de ver lutar, o volume que bota de luta é fantástico. Vai levar tempo pra caramba para conseguir alcançar, mas é um cara que mantém um domínio muito grande, é muito forte, muito justo, um cara que gosto pra caramba de ver lutar – afirmou, em entrevista após sua vitória no UFC Montevidéu.

Apesar de ter vencido com autoridade, Rodolfo admitiu ter ficado nervoso e que costuma sentir medo antes de suas lutas desde a época do jiu-jítsu.

– Nervoso eu fico desde a minha estreia. Estou ganhando mais experiência. Sempre entro tenso, com muito medo, mas foi o que escolhi para a minha vida. Mesmo com medo tenho que chegar lá e dar meu melhor. Treino para caramba, me dedico todo dia para me tornar um lutador melhor. Tudo que peço a Deus é que consiga chegar aqui e faça uma boa luta, independentemente do resultado, conseguir colocar em prática o que treinei. E foi o que aconteceu, lutei tranquilo contra um cara muito duro, experiente, impus meu jogo e saí com a finalização. É um desafio muito grande pisar no octógono e lutar MMA. Eu sempre tive medo no jiu-jítsu, que é um esporte mais tranquilo, e consegui ter uma ótima carreira mesmo com esse medo todo. O MMA é pior ainda. Todo dia peço a Deus força e coragem para encarar meu medo de frente. Tudo que faço é treinar para melhorar todos os dias. Eu simplesmente vou, entendeu? Tento fazer meu jogo e usar meu jiu-jítsu.

Comemoração contida

– É difícil. Ali eu não estava acreditando que eu tinha ganhado. É difícil explicar, estou muito feliz e a ficha ainda não caiu que ganhei minha primeira luta. Acho que por isso não comemorei tanto. Juntou tudo. As cotoveladas que ele me deu, que não conseguia me desvencilhar, estava grudado na perna e ele me deu muitas, minha cabeça está cheia de galo. Teve a joelhada que me deu, junto com a adrenalina, esqueci em qual round ganhei, não lembro nem como foi a luta. Não sabia que tinha derrubado mais de duas vezes no segundo round, para mim só tinha derrubado uma. Estou meio desnorteado ainda. Quando fui para a montada, sabia que ia começar a largar a mão e ele ia virar. O kata-gatame é um golpe muito forte meu. E nele fiz do meu lado fraco, meu lado forte é a direita, mas encaixei com a esquerda e vi que ele não ia sair.

Próxima luta

– Minha meta é lutar onde eles me colocarem para lutar. Agora eu sou funcionário do UFC. Onde me colocarem… Lógico que gostaria de lutar no Brasil, meu país, de preferência no Rio de Janeiro, mas tenho muitos seminários marcados para agora, de antes de assinar com o UFC. Vou ficar quase dois meses fora, não fazia ideia que ia lutar no UFC, então marquei muitos seminários na Europa e Austrália. Não vai dar tempo de treinar o suficiente para a segunda luta. Este ano vou descansar um pouco, dar os seminários e tentar manter os treinos para a próxima luta. Quando estou com luta marcada, gosto de focar só na minha luta, não gosto de misturar. Gosto de viver dois, três meses só para treinar, comer e descansar para fazer o camp para a luta. Começo do ano que vem acho que é mais provável. Preciso de mais tempo para treinar para estar preparado e continuar mantendo esta minha boa fase que estou construindo.

Amizade com Mike Perry

– O Mike é um louco muito gente boa. Adoro ele, me ajuda pra caramba nos treinos, é um cara muito gente boa. Tenho muita sorte de estar na equipe que estou, tem grandes pessoas lá, grandes amigos que fiz. Uma equipe que me abraçou e me sinto em casa, assim como me sentia na Team Nogueira. Ainda me sinto parte da Team Nogueira, lógico.

Análise sobre Oskar Piechota

– Já sabia o que ele ia fazer. Até fiquei surpreso que ele não soltou muitos golpes, sabia que ele tinha a direita muito rápida e meus córneres falavam para manter a esquerda lá em cima. Estava sempre vivo, na ponta do pé, pronto para bloquear, ir para trás se fosse o caso. Ele não acertou nenhum dos golpes mais fortes dele e aconteceu o que aconteceu.

Diferença para os outros pesos-médios

– Minha única diferença para os caras que estão lá é que treinei muito mais tempo que a maioria no UFC, competi muito mais, conquistei muito mais títulos importantes que todos que estão ali, tirando o (Ronaldo) Jacaré, lógico (risos). Tenho muita coisa a melhorar, o céu é o limite, quero me tornar um lutador completo. Quero que os caras se preocupem a todo momento com a minha mão, chute, jiu-jítsu, ground and pound, isso que quero me tornar. Um lutador que imponha respeito nos outros.

Fonte: GloboEsportes

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