Antes de duelo pela Libertadores, Gabigol supera melhor ano de seu antecessor Guerrero no Flamengo

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As quartas de final da Libertadores reservam um duelo de peso de camisas 9: Gabigol contra Guerrero, atual e último camisa 9 do Flamengo. O atacante rubro-negro chegou à Gávea em 2019 e não foi o substituto imediato do peruano, mas herdou o número que estava vago desde que o hoje centroavante do Internacional deixou o clube no meio do ano passado.

Enquanto Guerrero foi a principal contratação da gestão Eduardo Bandeira de Mello, Gabigol é o maior destaque do início da “Era” Rodolfo Landim. A ponto de o atual camisa 9, com um título carioca e 22 gols em 33 jogos, já ter superado a melhor temporada de seu antecessor no Flamengo. Em 2017, o peruano também foi campeão estadual e artilheiro do time com 20 gols em 44 partidas.

O rubro-negro estufou a rede nove vezes nos últimos oito jogos e comprovou a melhor média de gols da carreira, com 0,66 por partida. Os mais recentes foram os dois marcados na vitória por 2 a 0 sobre o Emelec, do Equador, no Maracanã, que levou a decisão para os pênaltis e voltou a classificar o Flamengo para a fase de quartas de final da Libertadores nove anos depois.

Com o faro de gol aguçado, o atacante já deixou para trás outros artilheiros rubro-negros além de Guerrero: ele já havia superado as artilharias de Liedson, Souza e Jean, agora ultrapassou também a marca de 19 gols de Adriano Imperador em 2009 e Renato Abreu em 2006; e a de 21 gols de Deivid, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho em 2011 e Alecsandro em 2014.

Comparado a outros goleadores rubro-negros neste século XXI, Gabigol apenas está atrás de Vagner Lover, que fez 23 gols em 2010 e 24 em 2012; de Edílson Capetinha, autor de 28 em 2001; e de Hernane Brocador, dono da maior artilharia do Flamengo por temporada no período, com a incrível marca de 36 bolas na rede em 2013.

Parece muito? Mas Gabigol pode ultrapassar até mesmo o Brocador. O atacante, que está suspenso da próxima rodada do Campeonato Brasileiro contra o Bahia, tem pelo menos mais 27 jogos esse ano para fazer, incluindo as quartas de final da Libertadores. Se mantiver a média atual de 0,66, fará mais 18 gols e terminará a temporada com 40 bolas na rede.

Emprestado pela Inter de Milão, da Itália, até dezembro, Gabigol caiu nas graças da torcida do Flamengo e vive uma espécie de “conto de fadas” no Rubro-Negro. O sorriso no rosto e as interações nas redes sociais escancaram a felicidade do atacante. Mas ele sabe que seu contrato está acabando e já fala em aproveitar o tempo que resta de vínculo:

– Tem sido muito bom. Obviamente que os gols ajudam, as vitórias também. Mas acho que isso ficou desde o Santos, quando vim jogar aqui gritaram meu nome. Talvez pelo meu jeito enérgico, até um pouco maluco (risos). É poder aproveitar esse momento, aproveitar entre aspas esses últimos jogos, está acabando meu empréstimo, para poder quem sabe ganhar alguma coisa.

Fonte: GloboEsportes

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