Na iminência de sair, Renan Lodi tem dias de choro e vive momento de incerteza no Athletico

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Os últimos dias não têm sido fáceis para o lateral-esquerdo Renan Lodi. Um dos destaques na posição no futebol brasileiro, o jogador se viu no meio de uma briga entre o clube e a CBF. Impedido de atuar, ele ficou fora dos três últimos jogos da equipe, contra Fluminense, Fortaleza e Palmeiras.

Um momento difícil para o jogador de 21 anos, que está no CT do Caju desde os 13. Identificado com o Furacão, ele corre o risco de nem mais vestir a camisa atleticana. Desejo do Atlético de Madrid (leia abaixo), o lateral vive um clima de incerteza e melancolia.

Amigo inseparável de Renan, o volante Bruno Guimarães revela que o companheiro tem chorado no CT. Os dois costumam concentrar juntos para os jogos do Rubro-Negro.

– Ele é um menino bom, está muito chateado e triste por não estar jogando. Ele chega a chorar às vezes na concentração porque não gosta de ficar de fora. É um fominha, assim como eu. Ele quer muito estar jogando – disse em entrevista à RPC.

Dedicado, o jogador segue treinando normalmente com o grupo. Por duas vezes, seguiu o mesmo roteiro e concentrou com o elenco, na expectativa de jogar. Mas acabou virando “torcedor” e teve de assistir aos jogos contra Fluminense e Fortaleza, na Arena da Baixada, do camarote.

Lodi foi convocado para a seleção olímpica para um torneio na França. No mesmo dia, o Athletico encaminhou uma carta à CBF pedindo que o jogador fosse retirado da lista, alegando que a data não é Fifa, quando os times são obrigados a ceder seus jogadores. O jogador não se apresentou e ficou impossibilitado de ser escalado porque não foi desconvocado pela CBF.

O Furacão até tentou fazer com que Lodi se apresentasse depois da disputa da Recopa Sul-Americana, contra o River Plate, mas não houve acordo. Diante disso, o Athletico, a fim de poder contar com o jogador sem correr riscos de punição, entrou com um pedido de liminar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela liberação do atleta. A solicitação foi indeferida na última sexta.

Atlético de Madrid forte na briga pelo lateral

Com as atuações de destaque desde o ano passado, Renan passou a ser alvo de times do exterior, ao lado do volante Bruno Guimarães e do zagueiro Léo Pereira. A diretoria atleticana tenta segurar o trio até dezembro, mas a missão será difícil.

Em maio, o Atlético de Madrid fez uma proposta para que o jogador se transferisse para o futebol europeu. O valor estimado foi de 18 milhões de euros (cerca de R$ 79 milhões), recusada pelo Athletico.

Todas as sondagens que têm aparecido pelo jogador estão sendo recebidas e tratadas somente por Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo, responsável pelas negociações no Furacão. A multa rescisória do lateral é de 40 milhões de euros. Ele tem contrato até março de 2022.

Sem despedida?

Com o problema envolvendo a CBF e impedido de jogar, Renan Lodi pode não ter uma despedida da torcida do Athletico, caso seja negociado.

Nas últimas coletivas de Tiago Nunes, o tom de adeus já ficou evidente nas palavras do treinador.

– Ele está muito triste, sentindo muito porque ele tem uma venda que pode acontecer a qualquer momento, então o desejo dele de jogar na Arena é gigantesco. E está sendo cerceado o direito dele de jogar, e talvez fazer uma despedida no palco onde foi criado, formado e onde adora jogar. Vejo ele muito triste nesses dias e estou chateado por ele – disse após o jogo contra o Fortaleza.

Nos últimos dias, os torcedores detonaram a CBF, mas também já lamentam a provável saída do jogador e até pedem uma despedida informal por parte do Athletico. 

Ascensão e identificação com o Athletico

Paulista da cidade de Serrana, na região metropolitana de Ribeirão Preto, Renan chegou ao Furacão com 13 anos, no time sub-15, e foi promovido aos profissionais em 2016, em uma partida contra o Grêmio. O “estouro” veio no ano passado, quando fez parte do time de aspirantes, que foi campeão paranaense.

Depois, a saída de Thiago Carleto, negociado com o futebol árabe, abriu espaço para o jovem lateral, que tomou conta da posição e se tornou titular incontestável, sendo um dos principais nomes na campanha do Brasileirão e do título da Sul-Americana.

O título conquistado sobre o Junior Barranquilla corou o ano especial do jogador em 2018. Veloz, habilidoso e técnico, ele passou de coadjuvante a protagonista, virou xodó da torcida e terminou a temporada como peça fundamental no Furacão. Algo merecido, segundo Paulo Borges, ex-treinador do lateral.

– Ele merece muito tudo isso. Desde muito novo sempre teve muito foco, pegava ônibus sozinho às 6 horas da manhã, com 10, 11 anos, para chegar até Ribeirão e poder jogar o nosso campeonato local. Ele viveu momentos de muita superação no Athletico e agora tem a oportunidade de concretizar os seus sonhos – disse em entrevista.

Fonte:  GloboEsporte.com.

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