Inconstante e envolvido em parte do jogo, Botafogo vira na base da coragem do time e de Barroca

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Agora integrante do G-4, o Botafogo, quarto colocado no Brasileirão 2019, não foi dominante nos 2 a 1 sobre o CSA neste domingo, no Rei Pelé, em Maceió. Jogou, porém, o suficiente para enfim vencer fora de casa. Eduardo Barroca e seus jogadores levaram à risca o insistente pedido de coragem feito a cada coletiva pelo treinador e conseguiram a virada.

O Botafogo começou do jeito que Barroca gosta: trocava passes, fazia triangulações e se aproximava do gol adversário. Diego Souza por pouco não marcou um golaço com toque sutil de pé esquerdo. Parou no travessão. Chegou a registrar 65% de posse de bola, marca do treinador, mas depois perdeu o controle do duelo, como o próprio admitiu.

– Até os 30 minutos, estávamos com um jogo bem próximo da nossa característica, controlando muito, trocando passes curtos. Criamos bastante chances de gol no início, tivemos dois chutes do Alex e um do Diego na trave. A partir dos 30 minutos, a gente passou a não dar tantas opções para o jogo curto, e o jogo ficou muito vivo, que não é um jogo que a gente tem característica de fazer – afirmou Barroca.

O zagueiro Gabriel fez coro às palavras do chefe e resumiu o que foi o jogo após o Botafogo perder o domínio territorial.

– Começamos bem o jogo até os 20 e 25 minutos, controlando a partida, depois deixamos um pouco a desejar. Ficou em muita correria e transição. No intervalo, o Barroca conversou e no segundo tempo a gente controlou o jogo e conseguiu o resultado – disse o zagueiro.

A correria citada pelo defensor ficou explícita nas investidas de Carlinhos e Matheus Savio, a maioria pelo lado esquerdo. No meio, Jonathan Gomez ditava o ritmo, enquanto João Paulo, Cícero e Alex Santana não se encontravam.

Assim, Cavalieri terminou como principal figura alvinegra da etapa, com duas grandes defesas. Diego Souza era o jogador de linha que mais tentava, buscando as finalizações e voltando para buscar o jogo.

O CSA iniciou o segundo tempo com o mesmo ímpeto que o fez equilibrar a posse de bola (47% antes do intervalo) e finalizar muito mais do que o Glorioso nos 45 minutos iniciais: 11 a 5. O gol não demorou a sair. Aos 17, Jonatan Gomez lançou, e Carlinhos surgiu nas costas de Fernando e Erik.

Em vez de manter a pressão após o gol, o CSA perdeu muita intensidade, e Barroca resolveu mexer radicalmente na estrutura da equipe. Colocou Rodrigo Pimpão e Lucas Campos nos lugares de Luiz Fernando e Erik, respectivamente.

O Botafogo passou a ter mais movimentação, a bola voltou a girar, e Cícero e Alex Santana entraram mais no jogo com a constante troca de posições.

Pimpão, que se apresentava a todo instante, apareceu pela ponta e cruzou. Diego Souza, que perdera grande chance pouco antes, preferiu escorar para o meio em vez de finalizar novamente. Na mosca, e Cícero empatou.

No gol da virada, Diego mais uma vez foi fundamental. Lutou pela bola com o peito, e ela sobrou para Fernando, que fazia atuação muito ruim ofensivamente, mas, segundo o treinador, pediu para ir à frente. Acabou premiado. Finalizou, Jordi pegou, mas ele não desistiu e cruzou para Alex Santana virar aos 48 minutos de jogo.

Virada de coragem. Dos jogadores, que não desistiram. E do técnico, que chegou a ter quatro atacantes em campo. O Botafogo está no G-4, bem acima das expectativas.

+Ponto forte: Diego Souza foi o melhor jogador em campo. Participou intensamente e se negou a ser um centroavante estático. Flutuou entre meio, pontas e área.

+Ponto fraco: a fraca atuação do meio-campo em boa parte do jogo. É verdade que Alex Santana e Cícero decidiram a parada, mas o trio com João Paulo não funcionou. O Botafogo perdeu o meio ainda no primeiro tempo e sofreu bastante, algo que não vinha acontecendo.

Fonte: GloboEsportes

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