Ataque mutante é maior conquista de Tite em preparação da Seleção para a Copa América

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Em três anos à frente da seleção brasileira, Tite tem agora o grupo que lhe oferece mais alternativas ofensivas. Da goleada por 7×0 sobre Honduras, no último domingo, o melhor atestado foi a quantidade de variações de sistemas e posicionamentos dos jogadores de ataque. A receita para compensar a ausência de Neymar, ao que parece, será a versatilidade.

Elogiado por Tite depois do jogo, David Neres atuou dos dois lados durante o jogo do Beira-Rio. A seleção brasileira teve, ao longo dos mais de 90 minutos, três centroavantes. Todos fizeram gols enquanto jogavam de “9”: Gabriel Jesus, Firmino, que depois virou o meia da Seleção, e Richarlison, que começou na direita e depois foi centralizado.

Em sua entrevista coletiva, Tite indicou que deve começar a Copa América, na sexta, contra a Bolívia, no Morumbi, com David Neres e Firmino ao lado de Richarlison no ataque, e Coutinho, de ótima atuação no Beira-Rio, como armador.

O Brasil começou o jogo no 4-2-3-1, com David Neres e Richarlison bem abertos, e Coutinho posicionado mais adiantado, com liberdade entre as linhas de marcação hondurenhas. Tite explicou na entrevista que agora “faz a iniciação com seis, e não mais com sete”. Isso significa ter o meia mais próximo dos atacantes.

Quando Allan substituiu Arthur, com uma pancada no joelho, muitas vezes se adiantou para receber a bola numa zona onde Paulinho, em sua melhor versão, era especialista. Com isso, Coutinho veio buscar jogo um pouco mais recuado. E a movimentação no ataque era intensa.

No segundo tempo, Tite começou a variar o posicionamento de seus jogadores, principalmente quando Everton entrou no lugar de Coutinho e Richarlison passou a ser o centroavante. Firmino, recuado à função de camisa 10, repetiu Coutinho e se deslocou bastante do meio para a esquerda. Tecnicamente frágil e com um jogador expulso desde o primeiro tempo, Honduras não conseguiu frear as constantes trocas de posição.

Cientes de que o grau de dificuldade aumentará gradativamente na Copa América, com Bolívia, Venezuela e Peru em sequência, e depois as quartas de final em caso de classificação, Tite e os jogadores se apoiam na imprevisibilidade do ataque para fazer bonito mesmo sem o maior craque.

Fonte: GloboEsportes

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