Água de poço com cavalo morto é vendida como mineral em Rondônia

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A Vigilância Sanitária e a Delegacia do Consumidor de Porto Velho descobriram mais um estabelecimento comercial que praticava crime de relações de consumo. Dessa vez, foi em uma residência localizada em Extrema, distrito de Porto Velho, que funcionava clandestinamente como envasadora de água mineral. A água era vendida para os clientes por R$ 5.

Após receber a denúncia, os fiscais foram até o local na manhã da última terça-feira (14), juntamente com uma equipe de policiais civis, e conseguiram flagrar Jonas R. L. comercializando os produtos de forma ilegal, além de constatar que toda a água era comercializada sem a autorização da Agência Nacional de Água (ANA) e sem o controle dos órgãos municipais e estaduais.

O comércio da água funcionava na própria residência de Jonas, no Centro de Extrema. No local, os policiais apreenderam 145 galões cheios e prontos para serem vendidos, e mais 32 vazios. Os fiscais encontraram alguns garrafões com o prazo de validade vencido. Cerca de 10 mil rótulos usados nas embalagens foram recolhidos.

O proprietário da empresa clandestina, Jonas R. L., foi autuado e proibido de produzir, armazenar e comercializar esse tipo de água. O poço semiartesiano de onde Jonas tirava a água fica em um ramal, distante 32 km de Extrema.

A cerca de 20 metros do poço da “Água Cristalina”, marca dos produtos embalados, os fiscais encontraram um cavalo morto, o que pode contaminar a água utilizada para vender.

Uma amostra de seis galões foi apreendida e levada para análise laboratorial em Porto Velho. O restante do material apreendido foi recolhido ao depósito da 9º DP, em Extrema.

A Delegada Noelle Caroline, titular da Delegacia do Consumidor, informou que vai instaurar Inquérito Policial para responsabilizar criminalmente Jonas R. L.

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