Família de Lucas Moura se joga na piscina para comemorar os três gols na Liga dos Campeões

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Em Amsterdã, aos 51 minutos do jogo entre Ajax e Tottenham, nesta quarta-feira, Lucas Moura marcava seu terceiro gol na partida e mudava a história do clube inglês na Liga dos Campeões. Em São Paulo, no mesmo instante, a família do jogador pulava na piscina de roupa “e tudo” para comemorar a façanha – que garantiu a vitória por 3 a 2 e a classificação do clube inglês para a final do torneio.

– Ainda faltavam alguns segundos para terminar. Eu gritava: “O jogo ainda não acabou!”. Mas o pessoal (irmão, primos e tios do jogador) não me ouvia. Na hora que ele fez o terceiro, eles pularam na piscina de roupa e tudo – disse Jorge Rodrigues, o pai do jogador que marcou três vezes na semifinal da Liga dos Campeões.

Horas antes do jogo, Jorge mandou uma mensagem de boa sorte para o seu “moleque”, que só foi titular porque o astro Harry Kane estava lesionado. A profecia estava feita, e o pai acertou.

– A gente mandou mensagem de boa sorte para ele. Eu falei que o lugar dele já estava reservado e para ele dar tudo de si. Eu sempre costumo dizer e mandei: “Arrebenta, moleque!”. É assim que eu o chamo – contou.

Já no avião de volta para Londres, Lucas ligou para sua família. Uma conversa sem muitas palavras.

– Foi por vídeo, ele estava no avião. Choramos muito. Ele ficava nos olhando, vendo a gente chorar, sem acreditar no que aconteceu. Estamos todos vivendo um sonho e não acordamos para a realidade ainda. Passa um filme – disse.

A família, saída do Jardim Miriam, em Diadema, hoje mora em um bairro da zona sul de São Paulo. E lembra os tempos de luta para realizar o sonho do filho. Jorge afirma que Lucas era diferente desde os cinco anos. Foi na Escolinha do Marcelinho Carioca, em 1998, que tudo começou, mas no futsal é que seu futuro acabou decidido. Lucas passou por Santa Maria, Juventus e Corinthians, antes de chegar a Cotia, onde fez transição permanente para o campo, e, depois, estrear como profissional no São Paulo.

– Quando ele começou no salão, foi uma rotina complicada. Ele treinava à noite, então eu chegava em casa do trabalho e o levava. Depois, o treino acabava 23h, meia-noite. Eu ficava muito cansado – contou Jorge.

– Teve um dia, o Lucas tinha 12 (anos), em que fiquei muito cansado e o chamei para conversar depois de um treino. Aquela rotina de chegar em casa todos os dias meia-noite era pegada. Perguntei se era isso mesmo que ele queria, porque “o pai estava cansado”. Ele começou a chorar muito e disse que futebol era o que ele mais gostava de fazer e queria continuar. Eu chorei também. Não desistimos, e olha aonde ele chegou – lembrou.

Lucas Moura foi o herói do jogo contra o Ajax na semifinal da Champions — Foto: Reuters

Lucas Moura foi o herói do jogo contra o Ajax na semifinal da Champions — Foto: Reuters

Jorge Rodrigues, que garante nunca ter duvidado de seu filho, comemorou a “volta por cima” e afirmou que a família já está arrumando as malas para ir a Madri, no dia 1º de junho.

– A gente não foi para a semifinal, mas agora vamos para Madri. Estamos todos ansiosos e muito felizes. Ele deu a volta por cima, merece muito. Estamos vivendo um sonho – finalizou.

A final da Liga dos Campeões, contra o Liverpool, vai ser no dia 1º de junho, em Madri, no Estádio Metropolitano, casa do Atlético de Madrid.

Fonte: GloboEsportes

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