Marcola e mais três chefes de facção criminosa paulista são transferidos de Porto Velho para Brasília

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Uma operação conjunta dos órgãos de segurança pública do governo federal transferiu, nesta sexta-feira (22), quatro chefes de uma facção criminosa paulista para a Penitenciária Federal de Brasília. Eles estavam na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, e saíram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) por volta das 8h30 (horário de Brasília).

Um dos presos transferidos é o traficante Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), que foi condenado a 330 anos por diversos crimes. Os outros são: Claudio Barbara da Silva (Barbará), Patric Velinton Salomão (Forjado) e Pedro Luiz da Silva (Chacal).

De acordo com o Ministério de Justiça e Segurança Pública, a transferência faz parte dos protocolos de segurança dos detentos de alta periculosidade ou integrantes de organizações criminosas.

Quatro presos desembarcaram da aeronave da FAB sob forte esquema de segurança — Foto: TV Globo/Reprodução

Quatro presos desembarcaram da aeronave da FAB sob forte esquema de segurança — Foto: TV Globo/Reprodução

O voo chegou na capital federal pouco antes das 13h30. Os quatro presos desembarcaram da aeronave da FAB sob forte esquema de segurança.

Algemados, eles foram conduzidos pelos agentes para carros do Departamento Penitenciário Nacional. A Força Nacional de Segurança Pública reforçou a proteção do perímetro das áreas que contornam a Penitenciária Federal de Brasília.

OAB-DF protesta

Imagem aérea da penitenciária federal de Brasília, construída na região da Papuda — Foto: Isaac Amorim/MJ

Imagem aérea da penitenciária federal de Brasília, construída na região da Papuda — Foto: Isaac Amorim/MJ

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, Délio Lins e Silva Júnior, a transferência de Marcola para Brasília representa um “perigo” para a cidade.

“Se vier um preso alta periculosidade, a facção dele acompanha.”

Em entrevista nesta sexta-feira (22), Délio Lins disse que a própria existência da Penitenciária Federal na capital do país, no Complexo da Papuda, põe em jogo a segurança dos moradores, de autoridades dos Três Poderes e de representações estrangeiras que funcionam na capital.

Délio Lins informou que a OAB sugeriu ao governo do DF a possibilidade de “devolver” os R$ 40 milhões gastos na construção do presídio. A ideia é usar valores não utilizados do Fundo Constitucional — verba federal repassada ao governo do DF — para fazer esse reembolso. Com isso, a Penitenciária Federal viraria mais uma das unidades administradas pelo governo local no Complexo da Papuda.

“Não é só contra a vinda do Marcola. O Marcola pode ir embora e vir ‘outro Marcola’.”

Segundo o presidente da OAB, a proposta foi encaminhada ao Ministério da Justiça e ao governo do DF. “Ainda não se manifestaram. Mas agora com a vinda do Marcola, vamos oficiar novamente os órgãos responsáveis.”

Os governos federal e de São Paulo transferiram no dia 13 de fevereiro Marcola e mais 21 integrantes de uma facção criminosa para presídios federais em Brasília, Mossoró (Rio Grande do Norte) e Porto Velho (Rondônia).

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