Funcionários do transporte coletivo em Porto Velho entram em greve nesta sexta

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Segundo o Sitetuperon, está confirmado a paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo em Porto Velho nesta sexta-feira (1). O protesto seria motivado porque 120 funcionários teriam sido demitidos. Ainda de acordo com informações, apenas 6 ônibus saíram da garagem do Consórcio Sim, e dentre eles, um já retornou e isso deverá se repetir com os outros 5.

Além disso, essa reivindicação teria sido decidida na quinta-feira pelo Sindicato da categoria, e segundo relatos, o Consórcio Sim não teria dado importância e alegou que a noticia seria ‘fake news’. Há uma ação da prefeitura de Porto Velho junto à empresa para tentarem resolver esta situação ainda pela manhã.

De acordo com o presidente do sindicato da categoria (Sitetuperon), Francinei Oliveira, a dispensa dos trabalhadores teria ocorrido na manhã de quinta-feira. Ele diz que o Consórcio SIM está reduzindo o número de ônibus nas ruas a cada dia e atualmente trabalha com 91 veículos. “Os 120 funcionários que foram demitidos são equivalentes a 30 ônibus que a empresa disse que não vai colocar para rodar alegando que não tem condições”, garante Francinei Oliveira.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, o encaminhamento para a greve foi feito na manhã de quinta-feira, no momento em que os trabalhadores estavam assinando suas demissões. “Infelizmente nós não podemos fazer nada e, se essa demissão não for suspensa, a categoria vai paralisar 100%. Ou eles demitem todo mundo ou suspendem essas demissões”, completou o presidente.

O secretário municipal de trânsito, Nilton Kisner, esclareceu que a Secretaria foi informada sobre a demissão de apenas 40 trabalhadores e não de 120 como informou o sindicato. “O repasse de quase R$ 3 milhões, que a empresa teria solicitado da Prefeitura, foi bloqueado pela Justiça por solicitação do Sitetuperon, pedindo que esse valor fosse reservado para uma garantia indenizatória caso fosse feito a demissão indireta. Por conta disso, a empresa alegou que sem esse valor, que seria para investir no setor, ela não tem como ficar com o quantitativo de funcionários que estava sem trabalhar por causa da falta de veículos”, informou o secretário.

Nilton Kisner disse ainda que a Semtran não pode intervir na decisão da empresa de demitir os funcionários e que a paralisação vai criar descrédito na prestação do serviço dos ônibus. “Nesse momento essa não é a melhor decisão a ser tomada pelo sindicato e o diálogo é a melhor forma de resolver”, finalizou o secretário.

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