‘O Primeiro Homem’ é retrato sombrio e heroico da jornada de Neil Armstrong à lua

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Ser o primeiro homem a pisar na lua deu a Neil Armstrong status de herói nacional e estrela mundial, mas não é o glamour do feito histórico que o diretor Damien Chazelle retrata em seu novo longa. “O Primeiro Homem” é sobre os oitos anteriores à Missão Apollo 11, em 1969, na guerra fria.

O filme, com estreia no Brasil nesta quinta-feira (18), é um retrato humano sobre as turbulências dentro e fora da cabeça do astronauta. O foco é no período em que a tecnologia espacial tratava seus homens como ratos de laboratório.

Diferentemente das produções hollywoodianas sobre a grandiosidade da exploração espacial, o longa é “doméstico”, mais focado nas relações pessoais e nas emoções que se passam em terra.

Chazelle, diretor premiado por “La la land – Cantando Estações”, trabalha de novo com Ryan Gosling para narrar os oito anos que levaram Armstrong de piloto a astronauta.

Ele acompanha as frustrações e dúvidas do astronauta: voos fracassados, perda da filha, embates com a esposa – interpretada por Claire Foy (“The Crown”). Treinos exaustivos e perdas de colegas se acumulam à medida que Nasa avança na corrida espacial.

Sem luau

Celebrado pelos dois musicais recentes, “La la land” e “Whiplash”, o diretor segue fazendo uso da música – e do silêncio – para destacar momentos de tensão ou de êxtase na história.

Junto à trilha, a vida familiar dos astronautas e a amizade genuína (diante da expectativa e do medo) dão leveza ao drama carregado com explosões, tremores e protestos políticos.

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