Bandidos impõem toque de recolher em bairros da Capital e criam “lei do silêncio”

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Moradores de bairros de Porto Velho estão vivendo sobre pressão, após certo horário durante a noite, tem que se recolher em suas casas, situação imposta por chefes de “bocas” e de quadrilhas. Conforme denúncia feita ao jornal acríticanews muitos destes criminosos, são foragidos da Justiça, que se escondem nos bairros periféricos na zona leste e sul da capital.

Uma moradora de 39 anos de idade, que por medida de segurança não terá o nome revelado, afirmou  que o “comércio” do crime funciona 24 hs. Segundo a moradora, nas proximidades de um  residencial localizado no final do bairro Mariana há apartamentos servem como abrigo para inúmeros criminosos.

Com o movimento do tráfico os moradores são obrigados a ficar dentro de suas residências, por medo da violência. O “toque de recolher” dos marginais também serve para que os mesmos possam agir livremente nas ruas na prática de crimes e no fornecimento de drogas aos viciados, sem serem denunciados à polícia pelos moradores.

Menores de idade estão servindo como executores de planos orquestrados por bandidos maiores de idade. É de lá que saem quadrilhas.  A moradora revelou que após os assaltos cometidos em outros bairros os menores buscam abrigo nos apartamentos de pessoas ligadas aos bandidos.

“Quem ousa denunciar o paradeiro dessas pessoas pode até mesmo ser morto. Eu mesma já tive minha casa visitada por um criminoso que vende drogas naquele residencial. Ele me abordou na porta de casa dizendo que a partir daquele momento venderia drogas ali e que se  algum morador resolvesse falar isso à polícia seria duramente castigado”, revelou.

PASSARELA DO MEDO

 

Atravessar a passarela da BR-364, que dá acesso ao bairro Areal da Floresta continua perigoso para os moradores dos bairros São João Batista, Tucumanzal e áreas próximas região. Há pouco mais de um ano, a reportagem  esteve no local e relatou o medo de moradores  em passar pela estrutura. De lá para cá, pouca coisa mudou e as pessoas continuam evitando o ponto por medo de assaltos.

O estudante J. S mora nas proximidades da passarela disse à nossa reportagem que usa quase que diariamente a estrutura, mas evita passar pelo local em determinados horários. Outra situação relatada é a cobrança de “pedágio” feita por marginais.

“De noite não tem como. É muito escuro e tem muitos usuários de drogas largados pela passarela. A maioria,são  homens entre 15 e 25 anos, que usam facas e cacos de vidro para praticar os crimes, sempre em horário de pico por volta das 8h, 12h e 18h. Mulheres, idosos e adolescentes são as vítimas mais comuns de assaltos. Tem até cobrança de pedágio para que as pessoas possam passar pela rampa. Os moradores ficam acuados. Por isso, muitas pessoas não utilizam mais a passarela. Preferem se arriscar pela rodovia e pular as muretas do que ser vítima de marginais”,denunciou.

Quem utiliza a passagem  critica também a falta de iluminação nas rampas da passarela  pois o escuro facilita ações dos marginais. “A partir das 19 horas é um perigo passar pela passarela. É um breu. Escuro mesmo. Não há condições de passar pelo local. Se você se arriscar pode ser assaltado. Infelizmente as pessoas têm que atravessar para um dos lados pela BR-364, mesmo podendo ser atropelado, pois os veículos que passam em alta velocidade. Este local só foi iluminado no início, quando a passarela foi inaugurada. Há meses que eles vemos iluminação pública no local”, explicou o comerciante U.S.M (30).

 

 

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