Porto Velho registra quase 1,3 mil acidentes e 11 mortes nos primeiros seis meses deste ano

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Onze pessoas morreram em acidentes de trânsito em Porto Velho no período de janeiro a junho deste ano. O dado faz parte de um levantamento feito pelo Batalhão da Polícia Militar de Trânsito que apontou que, em Porto Velho, a maioria é causada por condutores de carro. Em todo o ano de 2017, foram registradas 20 vítimas fatais.

Ainda conforme o relatório, nos seis primeiros meses de 2018, houve 1.287 acidentes, sendo que 1.238 envolveu carros e 1.041 motos. Em muitos casos, envolveu os dois tipos de veículos. Já de janeiro a dezembro de 2017, foram 2.484 acidentes, sendo 2.297 com carros e 1.997 com motos.

A pesquisa mostrou ainda que, os homens se envolvem mais em acidentes de trânsito, seja com ou sem vítimas. Até o fim de junho, os homens se envolveram em 1.927 acidentes, enquanto as mulheres somaram 809. Em todo o ano passado, 3.454 acidentes registrados pela polícia foram caudados por homens na direção e 1.345 por mulheres.

De acordo com o major Luís Carlos Garibaldi, diariamente o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) registra mais de dez acidentes de trânsito na capital.

Emprestar veículos
Muitos acidentes ocorrem e a pessoa que estava na direção não é a proprietária do veículo ou sequer é habilitada. A Polícia Militar (PM) alerta que emprestar o carro ou motocicleta para uma pessoa inabilitada é crime. “Em alguns casos de acidentes de trânsito registrados pela polícia, o condutor do veículo não é habilitado. Se a pessoa empresta o veículo para alguém que não tem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou é menor de idade e ele for abordado, o proprietário vai responder por esse crime juntamente com quem está conduzindo o veículo”, alertou o major.

Itens de segurança obrigatórios
Cinto de segurança, cadeirinha para crianças no banco traseiro, bebê conforto, capacete são itens obrigatórios e devem ser utilizados, pois, segundo o major, eles salvam vidas. “Hoje em dia é comum ver motoristas e passageiros usando o cinto, mas graças ao um bom trabalho educacional realizado pelos órgãos de trânsito. Já foi comprovado que esse equipamento de segurança obrigatório, salva vidas então ele precisa ser utilizado para a proteção do próprio motorista e dos passageiros”, destacou o Luiz Carlos Garibaldi, alertando que outro péssimo hábito que os motoristas estão adquirindo é utilizar o telefone celular, seja para ligações ou mensagem.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o condutor flagrado utilizando o celular ao volante recebe multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira de habilitação. A infração é considerada gravíssima.

Ao dirigir sem olhar para o trânsito, motoristas podem desrespeitar a faixa de rolagem, frear bruscamente, cair em buracos e causar acidentes. O celular prejudica a atenção do condutor, a percepção periférica do ambiente e o tempo de resposta diante de uma ocorrência súbita.

Lei Seca
Para o major, a Operação Lei Seca vem surtindo efeitos positivos e já virou um policiamento permanente na cidade. “Hoje o condutor está mais consciente que bebida e direção não combinam. Eles estão optando por pegar um táxi quando vai sair para beber. As fiscalizações são feitas em vários pontos da cidade para coibir esse tipo de crime e responsabilizar os condutores, caso seja flagrado conduzindo o veículo embriagado”, disse.

Com a alteração da lei nº 9.503, de 1997, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), há previsão de uma pena maior de prisão para os motoristas que causam acidentes graves ou fatais. “O motorista que for flagrado pelos nossos policiais dirigindo embriagado será preso em flagrante e só é liberado após pagar a fiança. Agora, se o condutor causou um acidente com vítima fatal ou deixou alguém em estado grave ele vai direto para o presídio, sem direito a fiança”, afirmou o major.

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