Familiares de presos acampam na frente de presídio após rebelião em Rondônia

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Um grupo de mulheres parentes de presos que cumprem pena na Casa do Albergado de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, dormiu na calçada da unidade após a rebelião que ocorreu durante a tarde de segunda-feira (8), no local que abriga detentos do regime semiaberto. Na manhã desta terça-feira (9), cerca de 10 mulheres continuavam acompanhando a movimentação no presídio.

Aline Bernardino é uma das mulheres que dormiram na frente do presídio. Ela é esposa de um preso da unidade e diz ter medo de que ele sofra represália pelo motim e pela fuga de seis apenados na madrugada de segunda-feira.

“A gente não tem resposta de nada. A gente vai permanecer aqui até eles falarem o que está acontecendo”, disse.

As mulheres afirmam que estão aguardando a presença da juíza corregedora de presídios para apresentarem as reivindicações. A preocupação, segundo elas, aumentou depois de informações não oficiais de que presos estavam sendo feitos reféns.

Aniqueli Fortes também diz que dormiu em um lençol estendido no gramado ao lado do presídio. Ela conta que recebeu informações através dos presos que saem para trabalhar, de que a alimentação não foi entregue na noite após a rebelião.

“A gente só vai sair daqui quando a juíza ou alguém dos direitos humanos vier falar com a gente. Os meninos [presos] ali dentro estão passando fome. Os meninos não jantaram”, afirmou.

Agentes penitenciários disseram que os presos não foram servidos com alimentação porque fecharam as portas das celas, impedindo a entrega da comida.

Na tarde da segunda-feira, a Polícia Militar (PM) foi solicitada para prestar apoio na unidade após o anúncio de uma rebelião por parte dos presos. Dezenas de policiais cercaram a unidade e conseguiram controlar a situação.

Uma das condições da unidade criticada por agentes e detentos é a superlotação. Segundo os servidores, a unidade tem capacidade para 40 presos mas está com mais de 130 apenados.

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