Avança recapeamento da Avenida Lauro Sodré

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000A Secretaria Municipal de Obras (Semob), retomou os serviços de recapeamento da Avenida Lauro Sodré, desde a Rua Dom Pedro II até Avenida Imigrantes, estendendo-os até a entrada do Bairro Nacional.  O procedimento para o recapeamento de uma via, segundo as explicações de Arnaldo Moura, chefe da Usina de Asfalto da Semob e coordenador das equipes de Tapa-Buracos, inicia-se com o trabalho de tapa-buracos, segue com a limpeza da pista, passa pela imprimação com ruptura rápida (RR) e com a aplicação de 03 a 04 cm de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), finalizando-se com a compactação do material aplicado.  

O RR é um material que dá liga e cola a massa asfáltica – CBUQ – sobre o solo. “O CBUQ produz uma das melhores qualidades de asfalto e se adapta bem a nossa região. Numa temperatura média de cento e vinte graus ele é aplicado na pista”, informou Moura, esclarecendo que em Porto Velho, por muito tempo e em diversas áreas, o procedimento utilizado para pavimentação vinha sendo os Tratamentos Superficiais (TSs). “Em muitos lugares se aplicou o Tratamento Superficial Duplo (TSD) e em outros o Tratamento Superficial Triplo (TST). Esse método de asfaltamento, também conhecido por asfalto frio, foi muito utilizado em bairros como Nova Porto Velho, Embratel, Agenor de Carvalho, entre outros. Ele é até bom para regiões do Nordeste, que não recebem muitas chuvas, mas nesta região ele dura alguns anos e quando começa a rachar se abrem buracos seguidos pelas pistas. Além disso, ele não é próprio para vias que recebem grande impacto com veículos de carga pesada”, afirmou. 

Além desse motivo, a elevação do lençol freático no período de inverno, a ausência de rede de drenagens em muitas vias, a falta de sarjetas e meio-fios para proteção das beiras das vias são razões apontadas pelo técnico da Semob para explicar tantos buracos e despedaçamentos das camadas de asfalto na cidade. Isso tudo faz com que as equipes de tapa-buracos funcionem sem parar. “Temos oito equipes que trabalham pela manhã, tarde e noite, e isso ainda deverá durar por muito tempo, pois além dos asfaltos frios, mesmos as obras feitas com CBUQ aconteceram em vias sem dutos de drenagens, ou seja, apenas se passava asfalto por cima das ruas. Assim, os buracos se proliferam muito. No mês de abril tivemos um problema na usina de asfalto e ficamos dez dias parados. As consequências foram terríveis. A cidade ficou caótica. Até hoje estamos trabalhando muito para repor o que se abriu durante esses dez dias. As pessoas não conseguem perceber o quanto esse trabalho é efetivo. Por mais que pareça estar aquém das necessidades da cidade, se ele parar por apenas alguns dias os buracos se agigantam”, declarou.

A Avenida Lauro Sodré já conta com toda a rede de drenagem construída, de forma que o recapeamento dessa via deverá ter longa duração. Além dessa via, somente na quinta-feira, receberam também a atenção das equipes de tapa-buracos o Bairro Santo Antônio, a Rua Três e Meio e a Avenida Rio de Janeiro.

Fonte: Comdecom

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